Deus, sopre estas narinas,
E traga esse barro à vida
Esse barro de carne e osso,
Da lama do fundo do poço.
Nesta lama molhada jaz uma poça.
Suja, encardida, repleta de moscas.
Deus, entretanto, que tu me ouças
Não deixe este boneco aqui atolar.
Pois, quando o céu está cinza e pesado
Vossas lágrimas derramam-se na terra.
E Pode ser vista lá de cima daquela cerra
A tamanha grandeza deste lambuzado.
E os meus olhos de terra, a terra há de comer
E minhas mãos sujas não pode nada tanger.
Esses dedos lambuzados de lama e sangue,
Nem consegue misturar-se ao lodo do mangue.
Nem consegue misturar-se ao lodo do mangue.
Nem consegue misturar-se ao lodo do mangue.
Este blog tem apenas uma finalidade. É o intuito de passar um pouco de arte para nossa comunidade coletiva participante deste grande infinito possível que é a NET. Contemplem....
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Pequena Lua partida!
À primeira vista, é claro que não! Já nos vimos outras vezes, de certo, parecia, quando um magnetismo sutil me atraiu para a pequena orbita daquele corpo, celeste, lunar. Nem tão grande como uma estrela, nem tão incerto quanto um cometa, mas que brilhava sua paira na superfície de um planeta, alimentando ondas, marés e mitos; alumiando o curso dos viajantes noturnos, resplandecendo a noite dos românticos, pintando na água um quadro com seu reflexo, deixando admirados os olhos nus perante sua tamanha magnificência.
Daqui de baixo, é grande como o sol. Mas, dos quintos longínquos da galáxia é um grão de luz quase que invisível. De perto, entretanto, é maior que qualquer outro corpo celeste. Até parece que o tamanho importa para os SERES incomensuráveis. As grandezas são apenas pontos de vistas, e desse ponto que estou agora observo que a luz está partida. E para onde foi a outra parte? De fato, esta lua é minguante. Sei que em algum canto desse planeta imenso ela estará cheia. Mas para quem ela reserva toda sua luz por completo?
A lua é a figura de uma admiração momentânea que fiz junto com “ela” numa noite calorosa. Ela também é parte de meu nome e é símbolo do carma, nosso carma, nossa história, que de tempo em tempo, se finda nas profundezas de nossas almas através da memória; lua que de tempo e tempo abraça a luz do sol garantindo luz no firmamento da escuridão para os vivos que fogem da opacidade.
Se eu não posso me deslocar, se eu não posso mudar meu ponto de visão, se eu quero vê-la cheia trazendo a luz do sol à escuridão, eu sento e espero o tempo que for necessário para um dia ter a contemplação de tê-la por completo no espectro de minha visão.
(DE LUÃ PARA À LUA, UMA CARTA.....)
(PARA COMPLETAR UMA LETRA DE RAUL SEIXAS) : "LUA BONITA"
Lua bonita,
Se tu não fosses casada
Eu preparava uma escada
Pra ir no céu te buscar
Se tu colasse teu frio com meu calor
Eu pedia ao nosso senhor
Pra contigo me casar
Lua bonita
Me faz aborrecimento
Ver São Jorge no jumento
Pisando no teu clarão
Pra que cassaste com um homem tão sisudo
Que come dorme faz tudo, dentro do seu coração?
Lua Bonita, Meu São Jorge é teu senhor,
E é por isso que ele "véve" pisando teu esplendor
Lua Bonita se tu ouvisses meus conselhos
Vai ouvir pois sou alheio,
Quem te fala é meu amor
Deixa São Jorge no seu jubaio amuntado
E vem cá para o meu lado
Pra gente viver sem dor
Daqui de baixo, é grande como o sol. Mas, dos quintos longínquos da galáxia é um grão de luz quase que invisível. De perto, entretanto, é maior que qualquer outro corpo celeste. Até parece que o tamanho importa para os SERES incomensuráveis. As grandezas são apenas pontos de vistas, e desse ponto que estou agora observo que a luz está partida. E para onde foi a outra parte? De fato, esta lua é minguante. Sei que em algum canto desse planeta imenso ela estará cheia. Mas para quem ela reserva toda sua luz por completo?
A lua é a figura de uma admiração momentânea que fiz junto com “ela” numa noite calorosa. Ela também é parte de meu nome e é símbolo do carma, nosso carma, nossa história, que de tempo em tempo, se finda nas profundezas de nossas almas através da memória; lua que de tempo e tempo abraça a luz do sol garantindo luz no firmamento da escuridão para os vivos que fogem da opacidade.
Se eu não posso me deslocar, se eu não posso mudar meu ponto de visão, se eu quero vê-la cheia trazendo a luz do sol à escuridão, eu sento e espero o tempo que for necessário para um dia ter a contemplação de tê-la por completo no espectro de minha visão.
(DE LUÃ PARA À LUA, UMA CARTA.....)
(PARA COMPLETAR UMA LETRA DE RAUL SEIXAS) : "LUA BONITA"
Lua bonita,
Se tu não fosses casada
Eu preparava uma escada
Pra ir no céu te buscar
Se tu colasse teu frio com meu calor
Eu pedia ao nosso senhor
Pra contigo me casar
Lua bonita
Me faz aborrecimento
Ver São Jorge no jumento
Pisando no teu clarão
Pra que cassaste com um homem tão sisudo
Que come dorme faz tudo, dentro do seu coração?
Lua Bonita, Meu São Jorge é teu senhor,
E é por isso que ele "véve" pisando teu esplendor
Lua Bonita se tu ouvisses meus conselhos
Vai ouvir pois sou alheio,
Quem te fala é meu amor
Deixa São Jorge no seu jubaio amuntado
E vem cá para o meu lado
Pra gente viver sem dor
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
SONHO LÚCIDO: CONHECENDO O VELHO MORIBUNDO
Certa vez, um velho moribundo que não sei exatamente seu nome
Sentou-se numa calçada rígida e fria no pleno desembocar do crepúsculo vespertino da tarde da Sexta-Feira de 1986 bem em frente à Praça da República de certa cidade multifacetada e oniricamente confundível com uma cornucópia abundante de representações e significados entrelaçados.
Assegurou-lhe em estar concentrado no ultimo fio de pensamento que brotara do decorrer de sua lenta e vagarosa morte já então esperada.
Em seu rosto, jaziam expressões entorpecidas de gozos emocionais misturados em diferentes espaços e tempos encravados na memória por dezenas, centenas ou milhares de experiências bem ou mal sucedidas.
E como vibrava a superfície do seu corpo a cada suspiro bem sucedido... Cada compartimento sensorial respondia de maneira verossímil a os estímulos emocionais ligados ao sutil vai-e-vem de seu respirar.
E os olhos... Um olhar distante, profundo, sem superfície, direcionados em múltiplas dimensões jamais entendida ou compreendida por um outro ser naquele momento.... Seus olhos quase nunca se fechavam, esquecera de piscar os olhos, pois... Talvez, o medo de não poder abri-los novamente o fez degustar das ultimas freqüências das cores imanadas por toda parte. Ou talvez Compreendesse tarde demais a beleza desta sensação. Perplexo, identificado, logo, fascinado ele implora por mais um grão de tempo daquela ampulheta miserável que mostrara sua face minutos atrás. E o olhar? É um olhar para frente e para trás indo e vindo do presente ao abismo infinito.
Agora deitado, entregue a natural maneira de ser morto ainda ele pensa. Pensa para onde vai o pensamento... Pensa se aquele pensamento que tinha abraçado nos meandros da morte ficará cravado em alguma tabula para um dia irromper os espaços e os tempos. Pensa se tudo aquilo já não é mais, ou talvez jamais fora um dia.
Quando acordei na madrugada compreendi para que serve os sonhos.......
Sentou-se numa calçada rígida e fria no pleno desembocar do crepúsculo vespertino da tarde da Sexta-Feira de 1986 bem em frente à Praça da República de certa cidade multifacetada e oniricamente confundível com uma cornucópia abundante de representações e significados entrelaçados.
Assegurou-lhe em estar concentrado no ultimo fio de pensamento que brotara do decorrer de sua lenta e vagarosa morte já então esperada.
Em seu rosto, jaziam expressões entorpecidas de gozos emocionais misturados em diferentes espaços e tempos encravados na memória por dezenas, centenas ou milhares de experiências bem ou mal sucedidas.
E como vibrava a superfície do seu corpo a cada suspiro bem sucedido... Cada compartimento sensorial respondia de maneira verossímil a os estímulos emocionais ligados ao sutil vai-e-vem de seu respirar.
E os olhos... Um olhar distante, profundo, sem superfície, direcionados em múltiplas dimensões jamais entendida ou compreendida por um outro ser naquele momento.... Seus olhos quase nunca se fechavam, esquecera de piscar os olhos, pois... Talvez, o medo de não poder abri-los novamente o fez degustar das ultimas freqüências das cores imanadas por toda parte. Ou talvez Compreendesse tarde demais a beleza desta sensação. Perplexo, identificado, logo, fascinado ele implora por mais um grão de tempo daquela ampulheta miserável que mostrara sua face minutos atrás. E o olhar? É um olhar para frente e para trás indo e vindo do presente ao abismo infinito.
Agora deitado, entregue a natural maneira de ser morto ainda ele pensa. Pensa para onde vai o pensamento... Pensa se aquele pensamento que tinha abraçado nos meandros da morte ficará cravado em alguma tabula para um dia irromper os espaços e os tempos. Pensa se tudo aquilo já não é mais, ou talvez jamais fora um dia.
Quando acordei na madrugada compreendi para que serve os sonhos.......
sábado, 30 de outubro de 2010
e ai?
Amigo me tire uma dúvida:
Será que sou viado?
Noite passada, dormi bêbado e acordei com Deus ao meu lado!
Será que sou viado?
Noite passada, dormi bêbado e acordei com Deus ao meu lado!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O amor é a força que me move!
Dia após dia, eu espero o amor despertar,
Como se tivesse dormindo, dentro de mim,
Como se estivesse esperando a hora certa,
Como se estivesse apenas descansando,
Acumulando energias para explodir um dia.
Dia após dia, sinto a ansiedade deste desejo.
E o tempo se vai, devagar, sucinto, que nem percebo;
E o tempo leva tudo com ele, amigos, paixões, felicidade....
E o tempo gera o medo. E o medo traz a impotência;
E pelo medo, o amor tem que sair das profundezas do abismo interior.
E nos iludimos facilmente. O que eu sempre quis foi amar!
E abrimos a nossa própria cova. O que eu sempre quis foi realizar!
E bêbados ficamos. O que eu sempre quis foi que eu sempre quis!
E pelo medo se realiza este amor.
A mercê de alguém me tornei.
Dependente de alguém eu fiquei.
Impotente de mim eu virei.
E o amor é a força que me move agora.
E a força agora é centro desta fraqueza.
Assim, a “besta” interna tenta a minha mente descontrolar.
Ela não está dormindo, sua fome é tamanha que não ao menos quer descansar.
O tempo uma hora ou outra levará tudo, levará o amor embora, tudo tem seu tempo
Mas os meus demônios interiores ficarão até o ultimo suspiro desta miserável existência.
Como se tivesse dormindo, dentro de mim,
Como se estivesse esperando a hora certa,
Como se estivesse apenas descansando,
Acumulando energias para explodir um dia.
Dia após dia, sinto a ansiedade deste desejo.
E o tempo se vai, devagar, sucinto, que nem percebo;
E o tempo leva tudo com ele, amigos, paixões, felicidade....
E o tempo gera o medo. E o medo traz a impotência;
E pelo medo, o amor tem que sair das profundezas do abismo interior.
E nos iludimos facilmente. O que eu sempre quis foi amar!
E abrimos a nossa própria cova. O que eu sempre quis foi realizar!
E bêbados ficamos. O que eu sempre quis foi que eu sempre quis!
E pelo medo se realiza este amor.
A mercê de alguém me tornei.
Dependente de alguém eu fiquei.
Impotente de mim eu virei.
E o amor é a força que me move agora.
E a força agora é centro desta fraqueza.
Assim, a “besta” interna tenta a minha mente descontrolar.
Ela não está dormindo, sua fome é tamanha que não ao menos quer descansar.
O tempo uma hora ou outra levará tudo, levará o amor embora, tudo tem seu tempo
Mas os meus demônios interiores ficarão até o ultimo suspiro desta miserável existência.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Três momentos de uma vida moderna!
O nascer! O sol que dá á luz um novo dia.
Como o sol, levantamos-nos todas as manhãs.
Para cada dia tornar-se novo! Um novo nascer!
Para cada nascer, um novo! Um novo dia!
Saudades, dias passados que não mais nascerão!
Águas passadas, rios sem água, noite sem luz, escuridão!
Nostalgia da luz que fora brilhante um dia. Escuro clarão!
Os demasiados dias em que os nasceres velhos serão!
Esquecimento é, pois, a única certeza da demasiada mudança.
O velho refugiou-se em seu único abrigo, de sua saudade!
Escolheu esquecer, sofreu, gemeu o enfermo da felicidade.
Que escapou de sua posse mediante a lentidão violenta do tempo!
A novidade é a fraqueza da alma!
O moderno também envelhece!
Como o sol, levantamos-nos todas as manhãs.
Para cada dia tornar-se novo! Um novo nascer!
Para cada nascer, um novo! Um novo dia!
Saudades, dias passados que não mais nascerão!
Águas passadas, rios sem água, noite sem luz, escuridão!
Nostalgia da luz que fora brilhante um dia. Escuro clarão!
Os demasiados dias em que os nasceres velhos serão!
Esquecimento é, pois, a única certeza da demasiada mudança.
O velho refugiou-se em seu único abrigo, de sua saudade!
Escolheu esquecer, sofreu, gemeu o enfermo da felicidade.
Que escapou de sua posse mediante a lentidão violenta do tempo!
A novidade é a fraqueza da alma!
O moderno também envelhece!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Eis a miséria dessa noite!
“Eis a miséria dessa noite: é o caminho austero do poeta demasiado poeta”
- Indaga-se o “Dorminhoco” beirando um sonho alheio.
Pulando sem parar, ressoando propositalmente seu sapateado nos interstícios desse e daquele sono. Aqui e acolá, levando ao “Sonhador” a mensagem: eu vim aqui para nutrir-me de sua paz, de seu sono, de seu sonho, de você. Advenho comer e beber o seu desalento, demasiada fome, demasiada cede, até vomitar, “defecar” e urinar todo meu prazer.
- (Sonhador)
Acorde dorminhoco! Levanta-te!
Desperte desse agouro e siga a ti mesmo!
Palhaço da meia-noite! Saia daqui! De mim! De ti!
Não seja fraco a ti mesmo!
Liberte-se de seus orgasmos!
Desvie de seus vícios e não se prenda ao sono profundo.
O sono que pairou sua vida inteira.
O sono que te ensinou a felicidade fugidia.
O sono que enganou dos deuses ás bestas
O sono que fez dos homens formigas
É o mesmo sono que fez surgir o sonho e a mim.
- ( Dorminhoco)
Eu durmo e não consigo acordar. Durmo e nem mesmo consigo dormir!
Esta é a miséria dessa, daquela e doutras vindouras noites!
Suas palavras, “sonho”, o que me dizeis?
Estão demasiadas simples para eu compreender-te!
Culpo o meu desespero. Culpo ao prazer de saciar este vício de alfinetar a tranqüilidade alheia!
É o gozo da felicidade instantânea que almejo todas as noites.
-(Sonhador)
Tu incomodaras meu sossego!
Tu tentas vir a extirpar as minhas utopias!
E não sabe que dormir e sonhar jaz no mesmo sono!
Acorde para sonhar dorminhoco!
E vá titubear com seus sapatos barulhentos longe daqui!
-(Dorminhoco)
Ai dos homens que não conseguem sequer descansar!
Ai dos homens que dormem!
Ai dos homens que sonham acordados!
Ai dos homens que sonham dormindo!
Ai dos homens que sonham!
Se O barulho das muriçocas desconcentra-te antes de dormir, ai de sua sanidade quando vier a primeira picada.
- Indaga-se o “Dorminhoco” beirando um sonho alheio.
Pulando sem parar, ressoando propositalmente seu sapateado nos interstícios desse e daquele sono. Aqui e acolá, levando ao “Sonhador” a mensagem: eu vim aqui para nutrir-me de sua paz, de seu sono, de seu sonho, de você. Advenho comer e beber o seu desalento, demasiada fome, demasiada cede, até vomitar, “defecar” e urinar todo meu prazer.
- (Sonhador)
Acorde dorminhoco! Levanta-te!
Desperte desse agouro e siga a ti mesmo!
Palhaço da meia-noite! Saia daqui! De mim! De ti!
Não seja fraco a ti mesmo!
Liberte-se de seus orgasmos!
Desvie de seus vícios e não se prenda ao sono profundo.
O sono que pairou sua vida inteira.
O sono que te ensinou a felicidade fugidia.
O sono que enganou dos deuses ás bestas
O sono que fez dos homens formigas
É o mesmo sono que fez surgir o sonho e a mim.
- ( Dorminhoco)
Eu durmo e não consigo acordar. Durmo e nem mesmo consigo dormir!
Esta é a miséria dessa, daquela e doutras vindouras noites!
Suas palavras, “sonho”, o que me dizeis?
Estão demasiadas simples para eu compreender-te!
Culpo o meu desespero. Culpo ao prazer de saciar este vício de alfinetar a tranqüilidade alheia!
É o gozo da felicidade instantânea que almejo todas as noites.
-(Sonhador)
Tu incomodaras meu sossego!
Tu tentas vir a extirpar as minhas utopias!
E não sabe que dormir e sonhar jaz no mesmo sono!
Acorde para sonhar dorminhoco!
E vá titubear com seus sapatos barulhentos longe daqui!
-(Dorminhoco)
Ai dos homens que não conseguem sequer descansar!
Ai dos homens que dormem!
Ai dos homens que sonham acordados!
Ai dos homens que sonham dormindo!
Ai dos homens que sonham!
Se O barulho das muriçocas desconcentra-te antes de dormir, ai de sua sanidade quando vier a primeira picada.
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